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COOPERATIVISMO E A ECONOMIA BRASILEIRA

Seguindo a máxima popular "Fazer o bem sem olhar a quem", bem poderia ser a declaração de conduta do trabalho das cooperativas brasileiras. Mesmo sem o devido reconhecimento, o cooperativismo é um caminho, uma alternativa capaz de enriquecer a relação sociedade, coletividade e meio ambiente.

 

O cooperativismo é um modelo socioeconômico alicerçado na laboração democrática, na autonomia, na solidariedade e na coletividade proativa daqueles que se unem espontaneamente em prol de uma meta econômica e social compartilhada. Neste sentido no meio cooperativista, o intuito é sanar às necessidades de um determinado grupo, garantindo desta forma o contentamento de cada integrante.

 

 

Aqueles que se reúnem na condição de cooperado em cooperativas professam um modelo econômico singularizado, no qual as tomadas de decisões fluem de forma coletivas e seus resultados uma vez alçados, são partilhados com equidade, respeitando desta forma a participação de cada indivíduo dentro do processo predefinido.

 

Sinceridade, comprometimento social, transparência e fidelidade com o meio ambiente e o planeta são valores fundamentais das cooperativas. Em suma é almejar quocientes concomitantemente viáveis, seja do ponto de vista econômico ou social, e com resultados ecologicamente reesposáveis, corretos e socialmente justos. Como dizia Karl Marx: “...o cooperativismo entre os cidadãos é uma das maiores formas de desenvolver a sociedade.”

 

Porem no Brasil deparamos com um cenário ainda em desenvolvimento e ebulição, para um país de proporções continentais o número de cooperativas existentes ainda é pequeno, e o que dizer de espaço de divulgação nas mídias tradicionais, e nas mídias sociais existentes e de acesso mais fácil, mesmo assim a propagação destes princípios ainda não são priorizadas.

 

Para aqueles que desconhecem o cooperativismo vem auferindo contundente crescimento em todos os continentes. Cooperativas se fazem presente atualmente em aproximadamente 100 países, gerando o extraordinário número de 100 milhões de empregos. Mas estes números são mais impactantes quando levamos em consideração o modelo econômico focado na partilha de decisões e resultados (cooperativismo) que compreende 1 bilhão de pessoas em todo seu ciclo.

 

De acordo com o Sistema OCB - Organização das Cooperativas Brasileiras, o cooperativismo desfruta de destaque na participação na economia do Brasil e na construção de uma sociedade mais justa e colaborativa. Representamos hoje 6,8 mil cooperativas no país, divididas em 13 ramos de atuação, com o histórico número de 11,5 milhões de associados. O que representa aproximadamente 340 mil empregos diretos.

 

Necessitamos desta forma, que bons exemplos ganhem visibilidade, sejam divulgados e compartilhado, desta forma possibilitando que o maior número possível de pessoas seja instigado a integrar-se e corroborar com a transformação, seja de uma comunidade, de um bairro, ou de alguma agricultura.

 

No comando da CEBRACOOPE – Central Brasileira das Cooperativas Educacionais tive a oportunidade de vivenciar uma experiencia única, e tenho dia a dia entendido que agir é um dos passos mais significativos para que a transformação desperte e realize-se. É necessário instigar no indivíduo a vontade de fazer algo positivo o desejo de transformar seu meio ambiente. Mais do que isso é necessário despertar nele à pratica destas ideias sua concretização, afinal ficar preso as ideias e boas intenções não transforma, não incita mudanças reais, neste sentido é o cooperativismo mais que uma ferramenta, é um agente de transformação, pois a cooperação proporciona: uma metodologia de educação inclusiva, desperta o interesse pelo coletivo, e estimula o apoio mútuo, solidariedade humana e colabora para o fim da segregação.

 

Por fim, necessitamos de uma maior divulgação dos princípios cooperativas, nas escolas e igrejas, nos trabalhos em equipe, dentro e fora da sala de aula e dos campos universitários, seja nas mídias e redes sociais como nas mídias tradicionais, cooperação começa nos pequenos atos, começa no lar onde todos os membros da família cooperam na arrumação e manutenção da casa.

 

Por Inácio Junqueira

Presidente

Central Brasileira das Cooperativas Educacionais

 

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